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Posts Tagged ‘reclamação’

Esses dias assinei um plano 3G da Vivo. Chegando em casa, comecei a usar a conexão 3G ao invés do ADSL que tenho aqui para testar o serviço. Foi meio broxante quando depois de um tempo de uso (1 hora talvez? não sei) a conexão ficou extremamente lenta, com pings de 30 segundos ou mais (o recorde foi 200 segundos!). Lá vou eu, ligar pro suporte da Vivo no mesmo dia em que assinei o serviço. A 1ª impressão foi pro ralo.

Interessante que o menu do telefone já classifica o usuário por sistema operacional:

Se você usa um computador com Windows, tecle 1.
Se você usa um computador com Mac OS, tecle 2.
Se você usa um computador com Linux, tecle 3.

Legal, eles reconhecem que existem clientes que usam Linux! Teclei 3. A experiência não foi lá tão boa, mas isso não surpreendeu. Obviamente o suporte da Vivo coloca sempre a culpa no seu equipamento e o problema nunca é na rede deles, então pedem pra fazer trocentos procedimentos de configuração e teste antes de cogitarem que eles têm que fazer algo do lado deles.

Mas isso é outra história. O interessante foi o procedimento que ele pediu pra eu fazer. Em primeiro lugar, pediu para abrir um terminal e digitar:

$ sudo echo 1 > /proc/sys/net/ipv6/conf/all/disable_ipv6

Imagine o tempo que levou pra soletrar tudo isso. 🙂

A 1ª coisa que salta aos olhos é que o comando tem um erro típico de quem não manja muito de Linux (quem eles contrataram pra elaborar os procedimentos de Linux deles?!?): o comando “echo 1” rodará como usuário root, mas a parte do “> blah” é feita pelo shell do usuário, portanto vai dar erro de permissão na hora de escrever no disable_ipv6.

Mais impressionante que isso, o atendente pediu pra eu digitar a parte do “$␣”, ou seja ele soletrou “Cifrão, espaço, s, u, d, o, …”.

FacePalm

Quando terminei de digitar o comando (fazendo as alterações necessárias) e apertei enter, ele perguntou se apareceu “Operação bem sucedida”.

NOT-SURE-IF-A-TROLL-OR-JUST-STUPID

Eu expliquei pra ele que quando não aparece nada é porque o comando deu certo então seguimos adiante. A próxima coisa que eu tinha que fazer era reiniciar o computador. Wait wat? Todo esse trabalho soletrando um comando gigante pra editar uma variável no /proc e ele quer que eu reinicie?

mr-bean-irritado

Pra quem não usa ou não manja de Linux (o que não tem problema nenhum, e é até saudável, a menos que você trabalhe com suporte técnico): as alterações no /proc são “efêmeras” e na próxima vez em que o computador é ligado volta tudo como estava antes.

O lado bom da história é que a Vivo suporta Linux. Os atendentes também são surpreendentemente prestativos. Quando o procedimento acima não funcionou (quem diria?), eu fiquei discutindo com o cara outras possibilidades, ele deu algumas sugestões genéricas, inclusive uma que ajudou bastante: o problema talvez fosse que o modem muda de 3G (HSUPA) para 2G (EDGE), e aí fica lento. Passei a reparar nisso e realmente é o que acontece.

Já estou fugindo do assunto mas resumidamente, em outra ligação a atendente mencionou que é possível forçar o modem a ficar só no 3G, e isso poderia resolver o problema. O procedimento que ela tinha era só pro Windows infelizmente mas tá valendo, entrei no Windows. Só que meu modem é da Claro e o “discador” que veio nele também, e ele é ligeiramente diferente do da Vivo. Apesar disso ela ficou um tempão tentando me ajudar, tentando mapear o procedimento que ela tinha pra interface do meu discador. No fim achei a opção e realmente resolveu o problema!

Agora, por que o modem muda pra EDGE? Isso ninguém soube explicar, e ainda não consegui convencer a Vivo a fazer uma revisão na rede dela aqui no meu bairro…

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Até que enfim vejo uma medida punindo os criminosos (sim, transformar em pó o dinheiro de aposentadoria e o emprego de pessoas inocentes é crime na minha concepção) pela crise do mercado (ou circo) financeiro:

A lógica dessa operação é objetiva. Uma empresa é um ativo nacional e vale mais em operação do que fechada. Funcionando, além dos ativos a GM tem marca, tecnologia, operação de vendas, de marketing, pessoal estruturado, sistemas de financiamento de vendas, relação com subsidiárias em outros países. Fechada, será apenas um amontoado de imóveis e equipamentos.

Por isso preserva-se a empresa, parte dos empregos, dos fornecedores, o know how acumulado, e penalizam-se apenas os acionistas e os gestores.

Se bem que tem certas coisas que não mudam nunca:

Além disso, os governos dos EUA e do Canadá puderam condicionar sua ajuda à redução de uma série de custos, incluindo os trabalhistas. Houve negociação que transferiu parte das ações aos sindicatos em troca de abrir mão de alguns direitos.

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Hoje no twitter um tal de Instituto Millenium começou a me seguir. Ainda não manjo muito de twitter, mas já deu pra perceber que certas pessoas e instituições ficam seguindo pessoas ao léu como forma de se promover ou propagandear de forma não solicitada (i.e., spam). Mas não é esse ponto que quero destrinchar agora.

Enfim, eu fiquei curioso pra saber o que é esse tal instituto (pois é, infelizmente spam funciona). Fui no website, li algumas seções da parte institucional. Dizem na seção “Quem somos”:

O Instituto Millenium é uma organização sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, que promove valores fundamentais para a prosperidade e o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

E na seção “Carta de Princípios”:

O Instituto Millenium é uma associação de fins não econômicos, sem fins lucrativos, que será enquadrada sob a lei das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), independente de qualquer grupo político, religioso, empresarial ou governamental, mantida por doações de indivíduos, fundações ou empresas.

[…]

O Instituto Millenium não aceita contribuições que impliquem posicionamento predeterminado diante de qualquer tema ou outro procedimento que de alguma forma comprometa a integridade intelectual de seus trabalhos.

Os destaques em negrito são meus, não do texto original. Parece muito bom e muito bonito, um grupo de pessoas imparciais tentando promover mudanças na sociedade. Só que tem dois problemas aí. Um deles você percebe quando começa a ver a lista de membros e diretores do instituto. Tem dois ex-presidentes do Banco Central, dois altos executivos da Globo, três ou quatro presidentes ou sócios de grandes bancos privados, três ou quatro jornalistas  ou ex-jornalistas da Rede Globo, o presidente do Grupo Gerdau, o presidente do Grupo Abril, e por aí vai.

Ou seja, eles estão nos chamando de idiotas ao se apresentarem como um grupo sem vinculação política. É óbvio que representam um segmento bastante específico da sociedade, com muito poder e articulação política.

O outro problema é sistêmico no jornalismo brasileiro: apresentar-se como neutro e isento, quando na realidade isso não existe em grupo nenhum, em lugar nenhum. Qual o problema de dizer claramente que sua linha editorial defende uma orientação política X? Isso é comum nos EUA e em outros países. Ao invés disso, aqui existe essa palhaçada.

Isso é só mais uma instância que confirma o que venho reparando a muito tempo, e que estava planejando abordar neste blog: o jornalismo no Brasil não cumpre sua função social, que é de informar a sociedade sobre questões importantes da atualidade de tal forma que dê embasamento às pessoas a formarem sua própria opinião a respeito dessas questões. Não é necessário ser imparcial para isso (até por que é impossível sê-lo nas questões mais importantes), basta deixar claro qual a linha editorial do veículo de comunicação para que as pessoas possam ponderar o que está sendo veiculado.

Ao invés disso, o jornalismo brasileiro deturpa e filtra propositadamente o que divulga, com objetivos claros e bem definidos que beneficiam o setor da sociedade que representam, ao mesmo tempo em que se pintam de cordeiros e bastiões da justiça e imparcialidade.

Sinceramente, se você está lendo este texto e estuda ou trabalha na área de jornalismo, deveria em primeiro lugar sentir vergonha de seus colegas, que criaram e mantêm essa lama. Em segundo lugar, deveria orientar sua carreira de forma a combater essa situação.

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Acabei de escutar “Luis Inácio”, dos Paralamas. Eu acho (agradavelmente) impressionante que uma banda escreva uma letra tão direta, agressiva e dando nomes aos bois como essa e além disso consiga produzi-la, vender CDs e fazer shows por aí com ela.

Expressa muito bem o que todo mundo pensa sobre os políticos e a política brasileira. É uma pena que a letra, de mais de 10 anos atrás, continue atual. 😦

Comentando alguns trechos:

” Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída”

Isso é muito verdade. Um professor meu do segundo grau (infelizmente esqueci quem) falou que a maior desgraça que aconteceu no Brasil foi mudar a capital do Rio de Janeiro para Brasília, aquele lugar isolado. Eu concordo em gênero, número e grau. Com certeza ia ter muito mais manifestações e protestos contra toda essa palhaçada que acontece se a capital fosse no Rio ou em São Paulo. E certamente ia também “juntar muita gente pra pegar na saída”!

” Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês”

Outra grande desgraça para o Brasil, o voto obrigatório. Não acho que tenho que falar mais do que já está na letra. Quando isso vai acabar?

E para colocar o último prego no caixão, a triste ironia: a frase que inspirou a música foi dita pelo nosso atual presidente da república, na época reclamando do governo Itamar. Ele assumiu o lugar do dito cujo, mas os picaretas ainda estão lá. E mais picaretas foram chamados (haja vista o inchaço da máquina pública).

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Fui acessar o enésimo site de relacionamento para o qual me convidaram, e percebi que dá para logar nele através da minha conta do Yahoo, usando OpenID. Caí logo na página de ativação de OpenID do Yahoo, com o tradicional checkbox de aceitação dos termos de uso. Por incrível que pareça, eu resolvi ler (eu tenho feito isso ultimamente, podem me chamar de esquisito).

Abriu-se então uma micro-janela (completamente inadequada para ler um texto, como na maioria dos sites) contendo três parágrafos do tradicional “tiro o meu da reta, não quero saber se der problema, a culpa é sempre sua”. Até aí normal, a gente acaba se acostumando. Aí vem a pérola do quarto parágrafo:

“A Yahoo! se reserva o direito de modificar a qualquer tempo os presentes termos de serviço sem que tenha que notificá-lo neste sentido. Portanto, seu consentimento em relação ao presente documento significará que você aceitou não só o presente documento como também suas modificações futuras.”

Eu ia colocar algumas partes em negrito, mas percebi que teria que colocar o parágrafo inteiro! Como eles esperam que alguém aceite isso? E uma besteira dessas tem validade legal? Fala sério!!!

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Já q eu falei de fusos horários recentemente, deixem-me subir na minha caixa de sabão e extravasar um pouco meus sentimentos sobre as arbitrárias abreviações q quase todo mundo usa para se referis a eles…

Meu maior problema é: por que diabos eu sou obrigado a saber q EST significa 5 horas antes de UTC? E o q o “Eastern Standard Time” tem de explicativo? Pra mim está a oeste… Eu sempre perco tempo no Google cada vez q preciso converter PST, EST, CST pra minha hora local.

Sem falar q algumas siglas são usadas para designar dois ou mais fusos horários diferentes (não lembro de nenhum exemplo de cabeça mas já vi). E claro q em caso de ambigüidade, assume-se q se trata do fuso horário americano.

E os fusos do Brasil? Por que BRT? O Brasil tem quatro fusos horários. A qual deles BRT se refere? Bah…

Solução? Usar números, lógico: -0300, -0500, +0100 etc. Vantagens: não tem ambigüidade, e sabe-se imediatamente como converter a hora do fuso horário em questão sem precisar de decorebas e convenções.

É isso.

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