Feeds:
Posts
Comments

Posts Tagged ‘pessoal’

Blog do Obstinado

Para a eventualidade de alguém ainda assinar este blog:

Criei um outro blog para relatar minhas experiências com o Obstinado, meu veleiro:

http://veleiroobstinado.wordpress.com/

Vou ver se tem algum esquema de notificar neste blog quando tem um post novo no outro.

Read Full Post »

A maioria das pessoas vive de forma a maximizar benefício próprio, seguindo um conjunto flexível de regras morais e/ou boa conduta. Por exemplo, um pai de família que se vê como uma pessoa honesta procura conseguir o máximo de dinheiro e recursos para si e sua família (com razão, claro), mas pode por ventura procurar sempre comprar produtos importados ilegalmente, sem pagar o imposto devido na alfândega. Esse comportamento aumenta os recursos que ele pode disponibilizar para sua família, e pode ser racionalizado de várias formas (“não concordo com a quantidade absurda de impostos atual”, “o governo vai roubar/utilizar mal mesmo”, “sou apenas uma gota no oceano”, etc.). Eu vejo alguns problemas nessa atitude.

Em primeiro lugar, cada uma das formas de racionalização que eu citei são males que devem ser combatidos pela raiz, e não contornados. Não concorda com a quantidade de imposto cobrada? Pressione seu representante legislativo para atuar sobre o assunto. Acredita que o governo é corrupto? Busque conhecer melhor as contas do governo (tarefa gigante, claro. Mas você pode participar de uma das várias ONGs que fazem isso.) e assim por diante. Eu acredito que é sempre melhor solucionar o problema pela raiz do que contorná-lo (para valores altos mas não absolutos de “sempre”, eu acho).

Além disso, a situação usada como exemplo gera problemas sociais por si só: mentalidade de que “roubar só um pouquinho não tem problema” (e por acaso sonegar não é um crime? Se não concorda que deva ser um crime, pressione seu legislador.), financiamento de uma cadeia produtiva criminosa (o famoso “esse dinheiro vai pro tráfico”), diminuição do dinheiro total disponível para o governo investir de volta na sociedade (de novo, se investe mal isso é outro problema, a solução para ele é outra). E isso leva, no nível macroscópico, a um mundo percebido como injusto: na média todos fazem algo que prejudica alguém em maior ou menor grau, e todos sofrem com algo feito pelos outros. Exemplos: sonegar imposto, furar fila, comprar filmes e jogos piratas, dirigir bêbado.

Gradações cada vez maiores de flexibilidade moral fazem a ponte entre os “cidadãos de bem” e as pessoas realmente sem escrúpulos. Fazem a ponte tanto no sentido de ficar no meio da escala, quanto em ajudar estas últimas a se integrarem na sociedade. Afinal de contas, como um líder do tráfico ou de um mega-esquema de corrupção ativa no governo consegue os serviços (mesmo que prosaicos) de que precisa para tocar seu negócio? Para funcionar, esse negócio precisa de pessoas especializadas que prestam serviços em determinadas áreas, e que muitas vezes fazem vista grossa e sabem para quem estão trabalhando (apesar de racionalizarem a questão e se considerarem apenas profissionais imparciais). É o caso de contadores e advogados especialistas em lavagem de dinheiro, “maquiagem contábil” etc. Também é o caso de governos (e até mesmo populações) de paraísos fiscais (inclusive a Suíça).

Em contrapartida, pessoas idealistas (ou seja, que se apegam firmemente a princípios norteadores bem definidos) tendem a gerar algum atrito com as pessoas moralmente flexíveis (qualquer nível em que estas últimas estejam na escala moral). Isso pode fazer com que sejam mal-vistas por uns, mas em compensação são respeitadas em suas opiniões por outros. Algumas dessas pessoas possuem personalidade forte o suficiente para desencadear transformações profundas nas pessoas ao seu redor e na sociedade. Ex: Mahatma Ghandi, Martin Luther King Jr, Mário Juruna e outros (até mesmo Richard Stallman, devo admitir). As pessoas que chamo de “moralmente flexíveis” não desencadeiam transformações nas pessoas ao seu redor, muito menos na sociedade. Creio que em nível macroscópico, se as pessoas idealistas fossem maioria na sociedade ao invés dos ditos “cidadãos de bem” que são maioria hoje, haveria no geral um mundo percebido como justo, com pessoas mais participativas nas questões de justiça social.

Acho que no fundo meu ponto é: se você quer ter uma chance de causar impacto positivo nas pessoas ao seu redor e possivelmente na sociedade, deve conhecer e escolher bem seus princípios norteadores e se apegar a eles doa a quem doer, custe o que custar. Isso foi uma lição muito boa que eu aprendi quando era cristão e busco seguir até hoje. E é exatamente essa característica do cristianismo (e creio que também de outras religiões) que faz com que seja difícil encontrar alguém que tenta de verdade praticar sua religião (mesmo procurando em grupos religiosos).

É a escolha entre ser mediano e inexpressivo ou fazer a diferença e se destacar, influenciar. Vale notar que todos somos medianos em alguns aspectos e acima da média em outros. Não dá para se destacar em tudo. Existem coisas que não nos são tão importantes a ponto de estarmos dispostos a nos apegar firmemente a elas. Mas certamente existem algumas coisas que são. O ponto é: refletir e escolher o que é importante para você e fazer a diferença nessas áreas.

Por último gostaria de mencionar que forte apego a princípios norteadores não implica em falta de abertura para ouvir e até ser convencido por outros pontos de vista. Gosto de discussões honestas, e uma discussão honesta tem como pré-requisito que as duas partes estejam dispostas a ser convencidas de que estão erradas, pelo menos em parte. Do contrário, a discussão é perda de tempo. Ficarei feliz de continuar discutindo essas questões nos comentários do blog, caso alguém se interesse.

Agradeço aqui às pessoas que revisaram meu artigo e contribuiram suas opiniões a respeito!

Read Full Post »

O WordPress tem um painel muito bom, e uma das seções dele informa quais termos de busca foram usados para as pessoas encontrarem seu blog.

Faz exatamente um ano, comecei a coletar os que mais me chamaram a atenção (geralmente por serem engraçados).

Eis a lista, em ordem cronológica:

  • historia dos the commits
  • haha
  • temperatura geladeiras de cerveja
  • bug de flores
  • versinhos fofos
  • a musica do hino nacional em quadrinho
  • versos determinados.
  • cerveja
  • versinhos em alemão
  • das site auf deutsch
  • super mustache
  • blog nerd
  • ele lutou até o fim
  • images made in photoshop
  • bunny avançado
  • biçicletas 2 lugares
  • documentos necessários para vender sabão
  • baik de cinco lugares
  • flintstones alta resolução
  • tucano de frente
  • fotos de mecanico consertando o carro
  • textosobrecriseeconomicamundialde2009
  • caixas de sabao diferentes
  • onde achar forma para sabão
  • coisas que ten na bicicleta
  • bauermann na alemanha
  • fotos de papagaios em alta resolução
  • gdb для python

Read Full Post »

Hoje no twitter um tal de Instituto Millenium começou a me seguir. Ainda não manjo muito de twitter, mas já deu pra perceber que certas pessoas e instituições ficam seguindo pessoas ao léu como forma de se promover ou propagandear de forma não solicitada (i.e., spam). Mas não é esse ponto que quero destrinchar agora.

Enfim, eu fiquei curioso pra saber o que é esse tal instituto (pois é, infelizmente spam funciona). Fui no website, li algumas seções da parte institucional. Dizem na seção “Quem somos”:

O Instituto Millenium é uma organização sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, que promove valores fundamentais para a prosperidade e o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

E na seção “Carta de Princípios”:

O Instituto Millenium é uma associação de fins não econômicos, sem fins lucrativos, que será enquadrada sob a lei das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), independente de qualquer grupo político, religioso, empresarial ou governamental, mantida por doações de indivíduos, fundações ou empresas.

[…]

O Instituto Millenium não aceita contribuições que impliquem posicionamento predeterminado diante de qualquer tema ou outro procedimento que de alguma forma comprometa a integridade intelectual de seus trabalhos.

Os destaques em negrito são meus, não do texto original. Parece muito bom e muito bonito, um grupo de pessoas imparciais tentando promover mudanças na sociedade. Só que tem dois problemas aí. Um deles você percebe quando começa a ver a lista de membros e diretores do instituto. Tem dois ex-presidentes do Banco Central, dois altos executivos da Globo, três ou quatro presidentes ou sócios de grandes bancos privados, três ou quatro jornalistas  ou ex-jornalistas da Rede Globo, o presidente do Grupo Gerdau, o presidente do Grupo Abril, e por aí vai.

Ou seja, eles estão nos chamando de idiotas ao se apresentarem como um grupo sem vinculação política. É óbvio que representam um segmento bastante específico da sociedade, com muito poder e articulação política.

O outro problema é sistêmico no jornalismo brasileiro: apresentar-se como neutro e isento, quando na realidade isso não existe em grupo nenhum, em lugar nenhum. Qual o problema de dizer claramente que sua linha editorial defende uma orientação política X? Isso é comum nos EUA e em outros países. Ao invés disso, aqui existe essa palhaçada.

Isso é só mais uma instância que confirma o que venho reparando a muito tempo, e que estava planejando abordar neste blog: o jornalismo no Brasil não cumpre sua função social, que é de informar a sociedade sobre questões importantes da atualidade de tal forma que dê embasamento às pessoas a formarem sua própria opinião a respeito dessas questões. Não é necessário ser imparcial para isso (até por que é impossível sê-lo nas questões mais importantes), basta deixar claro qual a linha editorial do veículo de comunicação para que as pessoas possam ponderar o que está sendo veiculado.

Ao invés disso, o jornalismo brasileiro deturpa e filtra propositadamente o que divulga, com objetivos claros e bem definidos que beneficiam o setor da sociedade que representam, ao mesmo tempo em que se pintam de cordeiros e bastiões da justiça e imparcialidade.

Sinceramente, se você está lendo este texto e estuda ou trabalha na área de jornalismo, deveria em primeiro lugar sentir vergonha de seus colegas, que criaram e mantêm essa lama. Em segundo lugar, deveria orientar sua carreira de forma a combater essa situação.

Read Full Post »

I’d like to be able to say this every once in a while:

All in all, it was a pretty crazy year. My life kind of turned upside down and I found myself to be very often far removed from anything resembling a comfort zone. I expect 2009 to be pretty crazy as well.

http://she.geek.nz/archives/528-2008-summary.html

Read Full Post »

2007

Cracóvia, 03 de junho de 2007.

Vivo no topo de uma plataforma de pedra. Não é muito espaçosa,
e não há mais ninguém aqui. Não há muita luz, somente uma eterna penumbra.
Na distância vejo outras pessoas vivendo na mesma situação, separadas por abismos.

Às vezes agito os braços e grito, tentando me comunicar, fazer amizade,
conhecer essas pessoas. Às vezes funciona, às vezes sou mal-interpretado
ou mesmo ignorado. Às vezes essas pessoas agitam os braços e gritam,
tentando se comunicar, fazer amizade, me conhecer. Às vezes funciona,
às vezes interpreto mal ou mesmo ignoro.

Fico imaginando como seria se não houvesse esse abismo nos
separando. Poderíamos realmente conhecer as pessoas, festejar, abraçar.

Mas o que se pode fazer? Não há como eliminar um abismo.

O melhor que posso fazer é tentar conhecer as pessoas a partir da margem.
Vejo que algumas pessoas conseguem fazer isso razoavelmente bem. Eu não.
Mas sempre se pode fazer tentativas.

Thiago Jung Bauermann

Read Full Post »

aderindo à moda

Acabei de criar uma conta no identi.ca e um mirror no twitter. Vamos ver se essa brincadeira é divertida mesmo.

Pra minha surpresa, o username bauermann estava disponível nos dois sites! Esse tipo de coisa compensa a encheção de saco de ter que ficar soletrando meus sobrenomes cada fez que me registro em algo, ou ligo em algum SAC (ontem mesmo tive que fazer isso)…

Em compensação, todos os outros Bauermann do Brasil e do mundo devem estar putos pois eu sempre pego esse username (até hoje nunca aconteceu de bauermann não estar disponível como username, talvez com exceção do gmail, mas não lembro).

Achei esquisito o twitter limitar o tamanho do nome completo pra 20 caracteres. Tive que dropar o Jung lá. O identi.ca não tem esse problema. Mas gostei do twitter usar recapcha.

O bizarro foi ver um link “skip this step” logo embaixo do botão de “finish” na última etapa do cadastro do twitter. Até agora estou me perguntando o que acontece se clicar lá. 🙂

Read Full Post »

Older Posts »