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vidocq

Neste fim de semana assisti Vidocq, um filme policial francês com uma trama meio fantástica, estrelando Gérard Depardieu.

Gostei do filme, tem uma trama boa, a história se desenrola em um ritmo rápido e envolvente, e é contada de uma forma razoavelmente não-convencional. É um alívio conseguir fugir de vez em quando dos filmes americanos e suas fórmulas.

O diretor do filme (um cara que gosta de ser chamado de Pitof, vai entender) trabalhava anteriormente com efeitos especiais, e atuou (sic) como diretor pela primeira vez neste filme. O gosto e familiaridade dele por efeitos especiais é aparente, pois estes permeiam o filme e apesar disso não cansam nem chamam muito a atenção. Até ajudam a reforçar a história.

Curiosamente, existiu realmente alguém chamado Vidocq (faz sentido, acho que não seria fácil tirar um nome desses do chapéu), que inspirou não só o personagem central deste filme como também o o Jean Valjean e o inspetor Javert de Os Miseráveis.

Se acreditarmos na biografia do cara que é contada na Wikipedia, realmente não surpreende o fato de ele ter sido fonte de inspiração para livros e filmes… O cara demorou pra achar um rumo na vida. 🙂

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Dia 10 de abril ocorreu em Amsterdam a première do Big Buck Bunny, o 2º filme “open source” (ou seja, com os arquivos de produção e o próprio filme em si liberados sob uma licença Creative Commons) já feito. O 1º foi o Elephants Dream, lançado em maio de 2006. Ambos foram criados com o Blender, o mais avançado (pelo pouco que eu sei) modelador/renderizador 3D open source disponível.

Pra dizer a verdade, eu nem sabia da existência deste filme, tomei conhecimento esses dias. Parece ter sido um projeto bem interessante. Um dos objetivos era testar e melhorar a maturidade das ferramentas open source disponíveis voltadas à produção de filmes/animações.

Foi desenvolvido por pessoas da própria comunidade do Blender, escolhidas através de submissão de portfolio. Os selecionados ganharam moradia em Amsterdam, um estúdio, bolsa para cobrir despesas, reembolso da viagem etc. enquanto durasse a produção do filme. Tudo custeado pela Blender Foundation, pré-venda de DVDs, patrocinadores e doações.

Há um curto trailer disponível, mas já dá pra ter uma idéia do nível de profissionalismo alcançado (tem até versão HD! e fizeram o som em um estúdio Dolby Digital). Eu particularmente gostei muito do pouco que deu pra ver.

O Elephants Dream tinha muita viagem e psicodelismo, e confesso que não entendi direito. Eu gosto de filmes não-convencionais e viajados, mas dessa vez não deu pra acompanhar (acho que faltou eu cheirar meia!). Com o Big Buck Bunny resolveram fazer algo mais mainstream, na linha dos filmes de computação gráfica dos últimos anos. Acho que vai ser mais popular e mais fácil de agradar…

O filme vai ser lançado mesmo e estar disponível para download só no fim de maio. Tem que esperar mais um pouco ainda. Ah, e ele tem 10 minutos de duração. É bom avisar, antes que alguém crie expectativa demais.

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Esses dias vi o filme “O Grande Ditador”, do Charles Chaplin. É uma sátira a Adolf Hitler e à Alemanha Nazista do final da década de 30.

É um filme impressionante, em vários aspectos. Um deles é que foi lançado em 1940, ou seja: muitos anos antes do final da 2ª Guerra Mundial. Nessa época, os EUA (onde o filme foi produzido) ainda estavam oficialmente em paz com a Alemanha, e muitos insistiram que Chaplin desistisse do projeto. Inclusive diretores judeus de Hollywood, que temiam represália do governo aos judeus que viviam na Alemanha na época.

Outro aspecto impressionante é que o filme retrata de forma muito franca o tratamento discriminatório e violento dado aos judeus pelos nazistas, e é ao mesmo tempo uma comédia com “gags” e piadas misturadas a cenas revoltantes de autoritarismo. Eu particularmente achei o filme bastante esquisito por isso e não gostei muito, por achar que tratava de um tema muito pesado de forma leviana. De fato, Charles Chaplin depois disse que se soubesse na época de toda a extensão do horror causado pelos nazistas aos judeus, não teria feito o filme.

Isso é desculpável, pois na época os aliados não tinham noção do que os judeus estavam começando a passar nas mãos dos nazistas. Os guetos judeus estavam apenas começando a ser formados, assim como os campos de concentração (Auschwitz foi fundado em 1940). Os aliados só começariam a ter notícias do que ocorria dentro dos campos de concentração e dos campos de extermínio (sim, são coisas diferentes) a partir de 1942.

Por fim, impressiona também o fato de Charles Chaplin ter usado seu próprio dinheiro para fazer essa produção de alto risco (temia-se que o filme seria boicotado e censurado antes mesmo do lançamento), e fez isso por ideologia, para lutar com as armas que tinha (sua fama, e o humor) contra alguém que precisava ser combatido.

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