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Archive for the ‘português’ Category

cúmulo da desorganização

Acabo de perceber que tenho um arquivo na raiz do meu $HOME chamado ipsec.pdf datado de 2006 cujo conteúdo é um HTML de 404 Not Found. Pra você ver como sou organizado…

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Esses dias assinei um plano 3G da Vivo. Chegando em casa, comecei a usar a conexão 3G ao invés do ADSL que tenho aqui para testar o serviço. Foi meio broxante quando depois de um tempo de uso (1 hora talvez? não sei) a conexão ficou extremamente lenta, com pings de 30 segundos ou mais (o recorde foi 200 segundos!). Lá vou eu, ligar pro suporte da Vivo no mesmo dia em que assinei o serviço. A 1ª impressão foi pro ralo.

Interessante que o menu do telefone já classifica o usuário por sistema operacional:

Se você usa um computador com Windows, tecle 1.
Se você usa um computador com Mac OS, tecle 2.
Se você usa um computador com Linux, tecle 3.

Legal, eles reconhecem que existem clientes que usam Linux! Teclei 3. A experiência não foi lá tão boa, mas isso não surpreendeu. Obviamente o suporte da Vivo coloca sempre a culpa no seu equipamento e o problema nunca é na rede deles, então pedem pra fazer trocentos procedimentos de configuração e teste antes de cogitarem que eles têm que fazer algo do lado deles.

Mas isso é outra história. O interessante foi o procedimento que ele pediu pra eu fazer. Em primeiro lugar, pediu para abrir um terminal e digitar:

$ sudo echo 1 > /proc/sys/net/ipv6/conf/all/disable_ipv6

Imagine o tempo que levou pra soletrar tudo isso. 🙂

A 1ª coisa que salta aos olhos é que o comando tem um erro típico de quem não manja muito de Linux (quem eles contrataram pra elaborar os procedimentos de Linux deles?!?): o comando “echo 1” rodará como usuário root, mas a parte do “> blah” é feita pelo shell do usuário, portanto vai dar erro de permissão na hora de escrever no disable_ipv6.

Mais impressionante que isso, o atendente pediu pra eu digitar a parte do “$␣”, ou seja ele soletrou “Cifrão, espaço, s, u, d, o, …”.

FacePalm

Quando terminei de digitar o comando (fazendo as alterações necessárias) e apertei enter, ele perguntou se apareceu “Operação bem sucedida”.

NOT-SURE-IF-A-TROLL-OR-JUST-STUPID

Eu expliquei pra ele que quando não aparece nada é porque o comando deu certo então seguimos adiante. A próxima coisa que eu tinha que fazer era reiniciar o computador. Wait wat? Todo esse trabalho soletrando um comando gigante pra editar uma variável no /proc e ele quer que eu reinicie?

mr-bean-irritado

Pra quem não usa ou não manja de Linux (o que não tem problema nenhum, e é até saudável, a menos que você trabalhe com suporte técnico): as alterações no /proc são “efêmeras” e na próxima vez em que o computador é ligado volta tudo como estava antes.

O lado bom da história é que a Vivo suporta Linux. Os atendentes também são surpreendentemente prestativos. Quando o procedimento acima não funcionou (quem diria?), eu fiquei discutindo com o cara outras possibilidades, ele deu algumas sugestões genéricas, inclusive uma que ajudou bastante: o problema talvez fosse que o modem muda de 3G (HSUPA) para 2G (EDGE), e aí fica lento. Passei a reparar nisso e realmente é o que acontece.

Já estou fugindo do assunto mas resumidamente, em outra ligação a atendente mencionou que é possível forçar o modem a ficar só no 3G, e isso poderia resolver o problema. O procedimento que ela tinha era só pro Windows infelizmente mas tá valendo, entrei no Windows. Só que meu modem é da Claro e o “discador” que veio nele também, e ele é ligeiramente diferente do da Vivo. Apesar disso ela ficou um tempão tentando me ajudar, tentando mapear o procedimento que ela tinha pra interface do meu discador. No fim achei a opção e realmente resolveu o problema!

Agora, por que o modem muda pra EDGE? Isso ninguém soube explicar, e ainda não consegui convencer a Vivo a fazer uma revisão na rede dela aqui no meu bairro…

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I have been meaning to write this post for a long time.

One thing which I often found myself doing was typing echo $? after running a command to find out if there was any error, or appending || echo failed to the end of the command line.

Commands generally warn if there was an error, but you have to stop for a second and carefully read the output to see whether anything went wrong. I’m lazy and that additional second and the extra cognitive effort always bothered me.

I eventually had the idea of making the shell prompt show the exit status of the last command if it was non-zero. I use zsh, so it’s got to be possible. 🙂

It turns out it is, this is my PS1 variable now:

CYAN="%{"$'33[00;36m'"%}"
RED="%{"$'33[01;31m'"%}"
NORM="%{"$'33[00m'"%}"

export PS1="${CYAN}%m${NORM}%# %(?..${RED}(%?%)${NORM} )"

The magical part is %(?..${RED}(%?%)${NORM} ). Here’s the result:

zsh prompt

As a side note, one other thing that the screenshot shows is the right-hand prompt. This is a great feature of zsh, and I use it to show the current working directory. That way, no matter where I am in the filesystem, the cursor prompt always starts at the same column. Here’s my RPS1 variable:

MAGENTA="%{"$'33[00;35m'"%}"

export RPS1="${MAGENTA}%~${NORM}"

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Blog do Obstinado

Para a eventualidade de alguém ainda assinar este blog:

Criei um outro blog para relatar minhas experiências com o Obstinado, meu veleiro:

http://veleiroobstinado.wordpress.com/

Vou ver se tem algum esquema de notificar neste blog quando tem um post novo no outro.

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A maioria das pessoas vive de forma a maximizar benefício próprio, seguindo um conjunto flexível de regras morais e/ou boa conduta. Por exemplo, um pai de família que se vê como uma pessoa honesta procura conseguir o máximo de dinheiro e recursos para si e sua família (com razão, claro), mas pode por ventura procurar sempre comprar produtos importados ilegalmente, sem pagar o imposto devido na alfândega. Esse comportamento aumenta os recursos que ele pode disponibilizar para sua família, e pode ser racionalizado de várias formas (“não concordo com a quantidade absurda de impostos atual”, “o governo vai roubar/utilizar mal mesmo”, “sou apenas uma gota no oceano”, etc.). Eu vejo alguns problemas nessa atitude.

Em primeiro lugar, cada uma das formas de racionalização que eu citei são males que devem ser combatidos pela raiz, e não contornados. Não concorda com a quantidade de imposto cobrada? Pressione seu representante legislativo para atuar sobre o assunto. Acredita que o governo é corrupto? Busque conhecer melhor as contas do governo (tarefa gigante, claro. Mas você pode participar de uma das várias ONGs que fazem isso.) e assim por diante. Eu acredito que é sempre melhor solucionar o problema pela raiz do que contorná-lo (para valores altos mas não absolutos de “sempre”, eu acho).

Além disso, a situação usada como exemplo gera problemas sociais por si só: mentalidade de que “roubar só um pouquinho não tem problema” (e por acaso sonegar não é um crime? Se não concorda que deva ser um crime, pressione seu legislador.), financiamento de uma cadeia produtiva criminosa (o famoso “esse dinheiro vai pro tráfico”), diminuição do dinheiro total disponível para o governo investir de volta na sociedade (de novo, se investe mal isso é outro problema, a solução para ele é outra). E isso leva, no nível macroscópico, a um mundo percebido como injusto: na média todos fazem algo que prejudica alguém em maior ou menor grau, e todos sofrem com algo feito pelos outros. Exemplos: sonegar imposto, furar fila, comprar filmes e jogos piratas, dirigir bêbado.

Gradações cada vez maiores de flexibilidade moral fazem a ponte entre os “cidadãos de bem” e as pessoas realmente sem escrúpulos. Fazem a ponte tanto no sentido de ficar no meio da escala, quanto em ajudar estas últimas a se integrarem na sociedade. Afinal de contas, como um líder do tráfico ou de um mega-esquema de corrupção ativa no governo consegue os serviços (mesmo que prosaicos) de que precisa para tocar seu negócio? Para funcionar, esse negócio precisa de pessoas especializadas que prestam serviços em determinadas áreas, e que muitas vezes fazem vista grossa e sabem para quem estão trabalhando (apesar de racionalizarem a questão e se considerarem apenas profissionais imparciais). É o caso de contadores e advogados especialistas em lavagem de dinheiro, “maquiagem contábil” etc. Também é o caso de governos (e até mesmo populações) de paraísos fiscais (inclusive a Suíça).

Em contrapartida, pessoas idealistas (ou seja, que se apegam firmemente a princípios norteadores bem definidos) tendem a gerar algum atrito com as pessoas moralmente flexíveis (qualquer nível em que estas últimas estejam na escala moral). Isso pode fazer com que sejam mal-vistas por uns, mas em compensação são respeitadas em suas opiniões por outros. Algumas dessas pessoas possuem personalidade forte o suficiente para desencadear transformações profundas nas pessoas ao seu redor e na sociedade. Ex: Mahatma Ghandi, Martin Luther King Jr, Mário Juruna e outros (até mesmo Richard Stallman, devo admitir). As pessoas que chamo de “moralmente flexíveis” não desencadeiam transformações nas pessoas ao seu redor, muito menos na sociedade. Creio que em nível macroscópico, se as pessoas idealistas fossem maioria na sociedade ao invés dos ditos “cidadãos de bem” que são maioria hoje, haveria no geral um mundo percebido como justo, com pessoas mais participativas nas questões de justiça social.

Acho que no fundo meu ponto é: se você quer ter uma chance de causar impacto positivo nas pessoas ao seu redor e possivelmente na sociedade, deve conhecer e escolher bem seus princípios norteadores e se apegar a eles doa a quem doer, custe o que custar. Isso foi uma lição muito boa que eu aprendi quando era cristão e busco seguir até hoje. E é exatamente essa característica do cristianismo (e creio que também de outras religiões) que faz com que seja difícil encontrar alguém que tenta de verdade praticar sua religião (mesmo procurando em grupos religiosos).

É a escolha entre ser mediano e inexpressivo ou fazer a diferença e se destacar, influenciar. Vale notar que todos somos medianos em alguns aspectos e acima da média em outros. Não dá para se destacar em tudo. Existem coisas que não nos são tão importantes a ponto de estarmos dispostos a nos apegar firmemente a elas. Mas certamente existem algumas coisas que são. O ponto é: refletir e escolher o que é importante para você e fazer a diferença nessas áreas.

Por último gostaria de mencionar que forte apego a princípios norteadores não implica em falta de abertura para ouvir e até ser convencido por outros pontos de vista. Gosto de discussões honestas, e uma discussão honesta tem como pré-requisito que as duas partes estejam dispostas a ser convencidas de que estão erradas, pelo menos em parte. Do contrário, a discussão é perda de tempo. Ficarei feliz de continuar discutindo essas questões nos comentários do blog, caso alguém se interesse.

Agradeço aqui às pessoas que revisaram meu artigo e contribuiram suas opiniões a respeito!

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O WordPress tem um painel muito bom, e uma das seções dele informa quais termos de busca foram usados para as pessoas encontrarem seu blog.

Faz exatamente um ano, comecei a coletar os que mais me chamaram a atenção (geralmente por serem engraçados).

Eis a lista, em ordem cronológica:

  • historia dos the commits
  • haha
  • temperatura geladeiras de cerveja
  • bug de flores
  • versinhos fofos
  • a musica do hino nacional em quadrinho
  • versos determinados.
  • cerveja
  • versinhos em alemão
  • das site auf deutsch
  • super mustache
  • blog nerd
  • ele lutou até o fim
  • images made in photoshop
  • bunny avançado
  • biçicletas 2 lugares
  • documentos necessários para vender sabão
  • baik de cinco lugares
  • flintstones alta resolução
  • tucano de frente
  • fotos de mecanico consertando o carro
  • textosobrecriseeconomicamundialde2009
  • caixas de sabao diferentes
  • onde achar forma para sabão
  • coisas que ten na bicicleta
  • bauermann na alemanha
  • fotos de papagaios em alta resolução
  • gdb для python

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Até que enfim vejo uma medida punindo os criminosos (sim, transformar em pó o dinheiro de aposentadoria e o emprego de pessoas inocentes é crime na minha concepção) pela crise do mercado (ou circo) financeiro:

A lógica dessa operação é objetiva. Uma empresa é um ativo nacional e vale mais em operação do que fechada. Funcionando, além dos ativos a GM tem marca, tecnologia, operação de vendas, de marketing, pessoal estruturado, sistemas de financiamento de vendas, relação com subsidiárias em outros países. Fechada, será apenas um amontoado de imóveis e equipamentos.

Por isso preserva-se a empresa, parte dos empregos, dos fornecedores, o know how acumulado, e penalizam-se apenas os acionistas e os gestores.

Se bem que tem certas coisas que não mudam nunca:

Além disso, os governos dos EUA e do Canadá puderam condicionar sua ajuda à redução de uma série de custos, incluindo os trabalhistas. Houve negociação que transferiu parte das ações aos sindicatos em troca de abrir mão de alguns direitos.

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