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Archive for May, 2008

temperatura da cerveja

Muita gente diz (e acredita!) que “na Alemanha se toma cerveja quente”. Não é verdade, lá a cerveja também é fria, abaixo da temperatura ambiente. Só não é tão gelada quanto a que a gente (erroneamente) toma aqui.

É errado porque não conseguimos sentir bem o sabor de algo que está muito gelado, pelo próprio funcionamento do nosso paladar. Por isso não faz muito sentido querer uma cerveja boa, se for para bebê-la gelada. (Aliás, estou para ver um estrangeiro elogiar nossa cerveja. Todos a acham muito ruim. Eu penso que a temperatura em que bebemos cerveja é a principal razão.)

Neste podcast da Folha, um crítico de gastronomia fala sobre isso. Ele mesmo diz que “quando a bebida está muito gelada, ela perde muito do paladar e do aroma”, e (o trecho que mais gostei): “não pode ser gelada demais, estupidamente gelada, porque isso seria uma estupidez, seria perder boa parte do aroma e do paladar que ela pode liberar” (ênfase minha 🙂 ).

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micro dos flintstones

Aqui estava eu, na casa dos meus pais em Curitiba fazendo uma limpa em algumas coisas do armário, quando achei isto:

Foi o primeiro computador que eu usei, um TK 90X! Ele já era bem velho quando eu comecei a usar, claro. Mas ainda me lembro de conectar um toca-fitas nele para carregar os jogos. 🙂

Uma coisa que eu fiquei sabendo agora é que esse computador é de projeto e fabricação nacional. Interessante.

Tenho também a caixa dele:

e

Destaque para: “Memória: 16 Kbytes ROM, 16 ou 48 Kbytes RAM” e “Gráficos: alta resolução 256 x 192 Pixels.” 🙂

Estou pensando em doar para algum museu de informática… Se alguém tiver uma sugestão ou contato, agradeço. É bem possível que ele ainda funcione, não testei.

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I thought I’d provide some updates on a few things my team has been doing on debugging tools.

Just today Carlos Seo committed a patch to GDB adding support for writing AltiVec (PowerPC’s SIMD instructions) registers to corefiles when using the gcore (or generate-core-file) command. This support will show up, then, in the next GDB release. He also had a patch committed last year, in time for GDB 6.8 release, adding support for reading AltiVec registers from core files generated by the Linux kernel, starting from version 2.6.24 (kernel patch provided by Mark Nelson).

Luis Machado posted in February a patch for ltrace which fixed a number of ABI-related bugs for PowerPC 32-bits and 64-bits. The patch was committed in March. The ltrace maintainer has been out for quite a while now, so I don’t think this will appear in an official release any time soon, but it will surely be picked up by the distros.

Going back to GDB, Luis implemented displaced instruction stepping for PowerPC, helping a bit with the non-stop multithread debugging effort carried out by CodeSourcery. The patch didn’t go in yet, it’s awaiting review. He’s also been monitoring the non-stop patches and testing them on PowerPC, having already provided some feedback and pointed out a few regressions.

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Maybe I’m too slow, but just now I realised what the OSI logo probably means.

It may be viewed as a C with it’s open side turned not left, and not right, but down. So it’s not copyleft, but it’s not copyright either. It sits in the middle. It is a way of viewing OSI’s position between the Free Software Foundation (which uses copyleft, i.e., copyright “twisted” in order to free source code) and closed source software (which is protected by copyright laws).

It also looks like a keyhole. It’s not obvious to me how the keyhole concept should be applied here. Maybe it means open source protects user rights? Or protects something else? Or maybe open source is a way to peep into the secrets of software? 🙂

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Microsoft, OOXML e ISO

Conversando com as pessoas, percebi para minha surpresa que quase ninguém está ciente da desonestidade e falta de ética que caracterizou a aprovação do OOXML pela ISO.

O OOXML é o novo formato de documentos da Microsoft, supostamente aberto e padronizado. A Microsoft precisa desesperadamente (não estou exagerando) que esse formato seja padronizado pela ISO porque isso é um critério para ter o formato aprovado para uso oficial em governos de diversos países (acho que inclusive no Brasil). Governos são clientes muito lucrativos para qualquer empresa de informática, pois o parque computacional deles é gigantesco (imagine quantas cópias do Microsoft Office o governo brasileiro tem, por exemplo). Ficar de fora disso seria um grande golpe para um dos produtos mais lucrativos dela.

Como a criação de um padrão para formato de documentos é muito importante, já que afeta o dia-a-dia de virtualmente todo mundo que usa computador, destaco aqui algumas das coisas que aconteceram, com as devidas fontes para comprovar a credibilidade.

Vindo de alguém que usa Linux e contribui como pode com seu desenvolvimento, este post pode soar “fundamentalista”, e mais uma “reclamação de nerd”. Antes fosse. Não estou escrevendo sobre questões técnicas, ou simplesmente práticas competitivas agressivas. Trata-se de comportamento malicioso, ilegal e danoso à sociedade, que precisa ser trazido à tona. E para evitar criar a impressão de um artigo radical, corroboro minhas observações e opiniões com referências sólidas.

Já me disseram que capitalismo é assim mesmo, e o que a Microsoft faz deve ser esperado de qualquer grande empresa. Eu discordo. Não acho que a Microsoft seja a única empresa que faz esse tipo de coisa, claro. Mas não acho que nós devemos esperar e tolerar que empresas tenham comportamento dessa natureza.

Por exemplo, este artigo do Groklaw cita (e além disso inclui na íntegra, no final) um documento interno e confidencial da Microsoft que foi usado como evidência em um processo contra a mesma. Leia pelo menos o primeiro quadro azul, é revoltante. Eu não consigo imaginar outras empresas que tenham documentos internos oficiais com esse teor. Isso ultrapassa o limite de práticas comerciais agressivas e capitalismo selvagem, e só pode ser considerado falta de ética e desonestidade. Essa é a cultura corporativa da Microsoft.

Bom, está na hora de falar da aprovação do OOXML na ISO (meu objetivo quando comecei a escrever este artigo), e já que citei o documento interno da Microsoft, começo mencionando este post do Jomar Silva que comenta a aplicação da tática descrita no documento ao processo da ISO. Jomar Silva foi um dos representantes da ABNT no comitê JTC1 da ISO e se envolveu diretamente com o processo de aprovação. É testemunha ocular.

Aliás, pelo que eu pude ler sobre o trabalho da ABNT nesse episódio, ela está de parabéns em sua atuação no processo, ao contrário de outros países (mais sobre isso adiante). O Brasil votou um redondo não ao padrão OOXML.

Mas afinal por quê foi errado aprová-lo? Isso está fora do escopo deste post, mas resumindo a ópera ele tem muitos (mas muitos mesmo) buracos na especificação do formato de arquivo, além de ser tecnicamente inferior. Se quiser saber mais sobre isso, outros artigos explicam bem a questão (cada palavra é um link diferente).

Voltando ao assunto, este post (também do Jomar Silva) explica como foi a reunião de BRM (Ballot Resolution Meeting) em Genebra. BRM é uma reunião que faz parte do processo de fast track para aprovação de padrões. Os países votam sobre a aprovação antes da BRM, e depois da reunião têm um prazo para mudar seu voto se acharem adequado. No caso do OOXML, essa reunião foi uma palhaçada, já que os participantes foram obrigados a discutir pouco mais de mil emendas ao padrão (para consertar seus defeitos) em uma semana. Não tem como.

Mas isso não é nada comparado com irregularidades que surgiram em alguns países. O voto inicial da Noruega sobre o OOXML havia sido de não aprovar. Após a BRM, houve uma reunião do comitê daquele país para decidir o voto final. Mesmo com 80% dos membros sendo contra a mudança para sim, o país aprovou o padrão! Aqui está o relato de um membro do comitê, e outro do presidente do comitê, que estavam na reunião. O presidente do comitê enviou uma carta à ISO, pedindo que o voto da Noruega seja desconsiderado até que o resultado de um inquérito apurando as irregularidades seja concluído.

Na França, um e-mail interno vazou onde um alto funcionário público mandou que o OOXML fosse rapidamente adicionado à lista de formatos de arquivo usados pelo governo, e que essa lista fosse então rapidamente encerrada. Isso antes de o formato ser aprovado! E antes disso, o e-mail menciona que processo havia sido travado para esperar o OOXML. Ah, eles mudaram o voto de não para abstenção.

Na Alemanha, não foi permitido ao comitê rejeitar o padrão e houve um empate (6 a 6) entre “sim” e “abstenção”. As regras da reunião que decidiria se a Alemanha mudaria seu voto inicial de “sim” eram bastante complicadas, e o resultado foi conturbado e discutível, como pode ser visto no relato de um membro do comitê. Entre os problemas, inclui-se o fato de o grupo de trabalho ter sido formado de forma claramente desequilibrada, contrariando as regras do comitê. Além disso, para votar na opção de abstenção era necessário antes questionar o relatório do presidente do comitê, o que implicava em ofendê-lo. Do relato: This question had the sole purpose of requiring people to offend the chairman of the working group if they voted against OOXML (i.e. to vote “abstain” at ISO)“.

Na Polônia, a presidente do comitê foi acusada pelo representante da IBM de manipular intencionalmente o processo, por duas razões. Uma: o presidente do Comitê de Normatização Polonês (acho que equivalente à nossa ABNT) enviou uma carta através dela para todos os membros do comitê responsável pelo OOXML recomendando que se não houvesse um claro consenso, a Polônia deveria se abster, mas ela não repassou a carta pra ninguém, e nem avisou ninguém disso. Dois: para informar os membros do comitê sobre os resultados da BRM, ela usou um conjunto de slides com informações erradas, dando a falsa impressão de que 98% das emendas ao OOXML haviam sido satisfatoriamente resolvidas (esses slides foram feitos por Raul Pesch, da Microsoft Holanda). A Polônia aprovou o padrão. A Comissão Européia está investigando.

Em 2007 na Suécia, na época da 1ª votação, vazou um memorando que a Microsoft enviou aos seus parceiros dizendo para se registrarem no Instituto de Padronização da Suíça e votar sim ao OOXML. Em troca, receberiam suporte de marketing e recursos da Microsoft.

Há relatos de algumas coisas estranhas que aconteceram na Croácia também, mas não consegui achar nenhuma fonte ligada ao comitê de lá sobre isso, então prefiro não mencionar aqui (mas não há razão para duvidar desses relatos, dado o que deu pra ver que aconteceu em outros países).

A Electronic Frontier Finland publicou um pequeno estudo estatístico interessante, mostrando uma correlação entre o nível de corrupção de um país e o seu voto ao OOXML. Adivinhe o resultado?

Esse artigo também mostra um dado interessante, no final: pouco antes do processo do OOXML, 11 países se inscreveram como membros participantes da ISO. Desses, 9 aprovaram o padrão, 1 se absteve e 1 rejeitou. Por que não estou surpreso?

Ainda nessa linha, na 1ª votação em 2007 a Free Software Foundation Europe acusou a Microsoft de inflar os comitês dos países com aliados para votar sim ao padrão na Suíça, Suécia, Alemanha, Portugal, Holanda e Estados Unidos.

Ufa, vou parar por aqui. Não cobri tudo o que rolou nesse mais de ano de processo de aprovação do OOXML na ISO, mas acho que deu pra transmitir a mensagem que eu queria… 🙂

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new sticker

I need a sticker for my laptop. It should read:

free as in malloc.

Googling for the sentence reveals only two insipid results, so I don’t see much hope of getting it soon…

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vi, esc and tab

I am, of course, a vi user (well, Vim actually).

A long time ago I had a nice idea, which unfortunately wasn’t very practical so I didn’t use it for long: I remaped my Tab key to work as Esc, so I could more easily switch modes. I say it wasn’t very practical because getting used to it meant that I would have the wrong muscle memory whenever I was in front of another computer (this was also the reason why I used the Dvorak layout for only a few months).

I couldn’t help but smile today when I found out that the computer terminal where Bill Joy developed the original vi had the Esc key where the Tab key is nowadays. 🙂

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