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Archive for October, 2007

Did you know…

… that “after reading in all makefiles, make will consider each as a goal target and attempt to update it. If a makefile has a rule which says how to update it (found either in that very makefile or in another one) or if an implicit rule applies to it (see Using Implicit Rules), it will be updated if necessary. After all makefiles have been checked, if any have actually been changed, make starts with a clean slate and reads all the makefiles over again.

(From the GNU make Manual)

Self-updating Makefiles! Imagine the possibilities. ūüôā

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Pol√īnia – II

Bom, continuando a falar sobre a Pol√īnia:

A hist√≥ria da Pol√īnia na Segunda Guerra Mundial √© impressionante, principalmente a de Vars√≥via. A gente n√£o tem id√©ia disso, mas os poloneses resistiram fortemente √† ocupa√ß√£o nazista em seu pa√≠s. Nem de longe houve conformismo √† presen√ßa do invasor. Foi organizado um Governo da Pol√īnia em Ex√≠lio, que dirigia o pa√≠s √† dist√Ęncia, a partir de Paris e depois Londres (muito estranha a id√©ia de governar um pa√≠s √† dist√Ęncia). Surgiu tamb√©m o Armia Krajowa, ex√©rcito de resist√™ncia polon√™s que obedecia ao governo em ex√≠lio e organizava o movimento de resist√™ncia dentro da Pol√īnia. Esse movimento era muito ativo e consistia principalmente em sabotagens, contra-propaganda, e atentados (existe um museu muito bom sobre isso em Vars√≥via, mas ainda n√£o coloquei as fotos dele no flickr). Andando pela cidade voc√™ v√™ de vez em quando a Kotwica, s√≠mbolo da resist√™ncia polonesa.

Houve dois levantes em Vars√≥via: o Levante do Gueto de Vars√≥via feito pelos judeus, que n√£o tinha chances reais de sucesso e foi encarado por seus participantes mais como uma forma digna de morrer do que como uma tentativa de resist√™ncia (este epis√≥dio aparece no filme “O Pianista”). No bairro onde antes ficava o gueto, existem diversos monumentos lembrando esse epis√≥dio, como este em homenagem aos her√≥is do levante, o lugar onde ficava um dos bunkers da resist√™ncia, e tamb√©m um monumento na Umschlagplatz, o local onde os judeus eram reunidos para serem levados aos campos de concentra√ß√£o.

O outro levante foi o Levante de Vars√≥via propriamente dito, que foi muito mais organizado, contando com apoio externo dos aliados (que bombardeavam posi√ß√Ķes inimigas e enviavam suprimentos). Al√©m dos soldados regulares, lutaram crian√ßas no conflito. Infelizmente esse foi tamb√©m suprimido. Um fator decisivo na derrota dos poloneses foi a omiss√£o do Ex√©rcito Vermelho, que tinha prometido invadir Vars√≥via poucos dias ap√≥s o in√≠cio do levante mas na realidade avan√ßou apenas at√© as bordas da cidade. Os sovi√©ticos foram extremamente sacanas nesse epis√≥dio. Al√©m deste incidente, ap√≥s a liberta√ß√£o do pa√≠s eles “julgaram” e condenaram os l√≠deres do levante como traidores da Pol√īnia, e os mandaram para a pris√£o perp√©tua.

Relacionado √† Segunda Guerra Mundial existe tamb√©m o T√ļmulo do Soldado Desconhecido, que conta com soldados montando guarda e v√°rias placas mencionando batalhas em que soldados poloneses lutaram, inclusive da Segunda Guerra Mundial.

Quanto ao per√≠odo comunista, de longe o que mais se destaca √© o Pal√°cio da Cultura e Ci√™ncia, um pr√©dio gigantesco constru√≠do por Stalin como um presente ao povo polon√™s. D√° para v√™-lo de quase qualquer parte da cidade. Voc√™ se sente realmente “vigiado” por ele. Sinistro… Tamb√©m tem alguns carros comunistas, como este furg√£o tosco, ou a vers√£o perua do Trabi. Outra coisa que se percebe se estiver atento s√£o os alto-relevos que existem em alguns pr√©dios, retratando o proletariado em cenas vitoriosas ou altivas.

Algo que me impressinou foi este monumento, em homenagem aos poloneses levados pelos soviéticos a campos de trabalhos forçados. Eram transportados em trens como se fossem gado, e muitas vezes morriam na viagem por falta de comida ou pelo frio (por isso as cruzes em cima do vagão). Atrás do vagão existem traves com os nomes de diversos locais para onde os prisioneiros foram levados.

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Pol√īnia – I

Quando sa√≠ do Brasil pra vaguear pela Europa, acho que o pa√≠s do qual eu tinha menos expectativas era a Pol√īnia. Nunca tinha ouvido falar muito, fui mais porque algu√©m me falou (ou acho que me falou) que era bacana. E eu queria visitar Auschwitz (at√© hoje fico triste s√≥ de ver as fotos que tirei de l√°… √Č dif√≠cil ter uma id√©ia do que foi o nazismo sem ter visitado um campo de concentra√ß√£o).

No fim das contas, a Pol√īnia virou um dos meus pa√≠ses preferidos. O povo l√° √© bastante aberto, n√£o √© dif√≠cil fazer amizades. Conheci pessoas muito bacanas. As cidades que visitei (Crac√≥via e Vars√≥via) s√£o muito bonitas e ricas em hist√≥ria (ambas remontam √† √©poca medieval). E principalmente em Vars√≥via, √© muito f√°cil perceber os vest√≠gios da Segunda Guerra Mundial e da √©poca comunista. Eu comecei a falar sobre esses dois √ļltimos assuntos aqui mas ficou muito grande, e vou deixar para o pr√≥ximo post.

Em Crac√≥via existe uma mina de sal que vale muito a pena visitar, que funcionou desde o s√©culo XIII at√© a metade deste ano! J√° recebeu visitantes ilustres como Cop√©rnico e outros… Pra come√ßar, voc√™ desce 65 metros em uma escada de madeira at√© o 1¬ļ n√≠vel da mina. A partir da√≠, visita c√Ęmaras centen√°rias ligadas por galerias de t√ļneis, v√™ est√°tuas feitas de sal, equipamentos originais de v√°rias √©pocas, e at√© presas e dentes de mamute! Mas o ponto alto de verdade √© uma inacredit√°vel capela a 101 metros de profundidade, completamente feita de sal. O engra√ßado √© que logo no in√≠cio da visita eu encontrei uma fam√≠lia de Curitiba. At√© debaixo da terra a gente encontra brasileiro. ūüôā

Em Varsóvia, uma parte muito interessante da cidade é o centro medieval, que é cercada por muralhas. Os prédios foram destruídos na Segunda Guerra Mundial, mas o traçado original das ruas se manteve e os edifícios foram reconstruídos posteriormente. A praça central é bem bacana (apesar da muvuca), e tem uma estátua da sereia com espada e escudo que é o símbolo da cidade e personagem principal da lenda de criação da cidade.

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Acre

Onde fica o Acre? No norte do Brasil? Errou! Fica em Israel. ūüėõ

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maluquices urbanas

Isto é um sofá-cama. O resto é conversa:

  http://www.bonbon.co.uk/clei/doc.htm

N√£o muito relacionado, mas para aproveitar o post:

relação de algumas das casas mais estreitas do mundo.

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jogo do brasil? quando?

Cá estou eu sossegado em casa, e de repente começo a escutar gritos animados na rua. Será que alguém está dando uma festa ou algo assim? Vou até a janela e vejo que os gritos vêm de várias casas e apartamentos. Ah, deve ser algum jogo na TV. Será que está havendo uma partida importante do Campeonato Brasileiro (nem sei se o campeonato está acontecendo ou não nesta época)?

Ligo a TV por curiosidade e vejo que √© na verdade Brasil x Equador. Mais um jogo do Brasil que eu nem fazia id√©ia que ia acontecer. ūüôā Nem sei se √© amistoso ou se vale alguma coisa.

Isso me lembra um dia, nos tempos sombrios em que eu pegava bus√£o pra viajar pra Curitiba, que entrei no √īnibus e este estava praticamente vazio, com menos de 10 pessoas dentro. Estranhei bastante, porque geralmente esta linha lota. Mal o √īnibus saiu da rodovi√°ria e o pessoal come√ßou a comentar: “Putz, n√£o consegui evitar de viajar neste hor√°rio.”, “Droga, estou perdendo o jogo.” e coisas afins. N√£o demorou muito e percebi que eu tinha comprado a passagem exatamente no hor√°rio de algum jogo do Brasil. ūüėÄ

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Bom, j√° faz quase tr√™s meses que rolou o GCC Developers’ Summit 2007, e at√© agora n√£o escrevi nada sobre isso aqui. Acho que ainda est√° em tempo. ūüôā

Bom, ir para l√° foi uma oportunidade que surgiu do nada, eu nem imaginava que poderia acontecer. Uma colega minha dos Estados Unidos comentou no canal de IRC do nosso departamento (sim, no Linux Technology Center a gente usa IRC pra coordenar times e projetos!) que poderia ser √ļtil eu ir l√° conhecer membros da comunidade do GDB, para facilitar a discuss√£o de algumas coisas que na √©poca quer√≠amos propor para a comunidade. Eu aproveitei a bola quicando na √°rea e falei pro gerente (que tamb√©m estava no canal): “√© uma id√©ia legal, o que voc√™ acha?”. Quando eu falei isso tinha quase certeza de ouvir um “n√£o vai dar” como resposta, mas qual n√£o foi minha surpresa quando ele disse “mmm… ok.”! ūüėÄ

Um m√™s depois l√° estava eu desembarcando em Ottawa, sem saber o que esperar de um evento como esse. Eu estava nervoso, pois tinha certeza que todo mundo l√° manjava muito mais que eu. Afinal, eu estava trabalhando com GDB e envolvido com quest√Ķes de baixo n√≠vel (Linux ABI, arquitetura Power, dynamic linking, etc.) fazia apenas uns 6 meses. Tinha gente l√° trabalhando com isso faz 10 anos ou at√© mais. Mas o pessoal √© muito bacana e me deixou bastante √† vontade. √Č uma comunidade bastante amig√°vel, isso posso dizer.

N√£o tinha tanta gente do GDB por l√°. Houve um mini-BoF em um caf√© da manh√£, e tinha umas 5 pessoas na mesa. Mas foi muito √ļtil conhecer pessoas com quem interajo nas listas de discuss√£o, e deu para esclarecer algumas d√ļvidas com rela√ß√£o ao c√≥digo e outros assuntos sobre os quais eu queria conversar. Al√©m disso, o pessoal gostou de saber que temos um time trabalhando forte com GDB aqui.

Uma coisa que me surpreendeu foi ver que muito pouca gente trabalha no GDB como foco principal. A maioria dos contribuidores trabalha em outras coisas (toolchain, GCC, algum processador, sei l√°) e mexe no GDB para adapt√°-lo a esse outro objetivo. Isso me ajudou a entender e contextualizar melhor o que vejo nas listas, e trabalhar melhor com ela.

Tudo isso facilitou a minha intera√ß√£o com a comunidade. Agora entendo um pouco melhor sua din√Ęmica, e conhecer a pessoa por tr√°s de um endere√ßo de e-mail ajuda nas discuss√Ķes e patches (digo isso tanto no lado de eu conhecer a comunidade, quanto de eles me conhecerem). O fator humano sempre tem um certo peso.

Bom, obviamente não posso deixar de falar do evento que teve no final: o pessoal fechou um bar (Vineyards), e a gente passou a noite lá, com direito a open bar e boca livre! A variedade de cervejas que tinha lá era impressionante, e eu provei um dos melhores doces que já comi até hoje: a Bumbleberry pie!

Coloquei as fotos da viagem no flickr. A maioria s√£o de meus passeios pela cidade, tirei muito poucas do summit em si. Estas s√£o as principais:

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